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sábado, 7 de agosto de 2010

A perda de água de chuva na caatinga




A foto

Nesta fotografia, podemos observar o volume de água de um riacho temporário da caatinga no momento de uma cheia. A fotografia foi obtida no dia 11 de abril de 2009 no município de Petrolina, PE.

O fato

Se analisarmos a série histórica da ocorrência de chuvas na caatinga do município de  Petrolina, PE de 1982 a 2010, podemos observar que as chuvas não apresentam grandes anormalidades em termos de volume, embora tenha ocorrido uma precipitação de 1.071,2 mm em 1985, o maior volume registrado na série, temos o ano de 1993 com 144,7 mm, sendo o ano de menor precipitação. Contudo, se levarmos em consideração todo o período, a média é de 531,4 mm o que pode ser considerando muito bom em termos de região semiárida. Por outro lado, ano a ano as secas se repetem na região, isto, em grande parte não pela falta de chuvas, más basicamente pela falta de estrutura para armazenarmos toda á água das chuvas que cai na região. Embora existam mais de 70 mil açudes no Nordeste semiárido que armazenam aproximadamente 30 bilhões de m³ de água, ainda perdemos muito água de chuvas nas enchentes dos rios e riachos temporários da caatinga.

Um comentário:

Jack M. Sickermann disse...

OI,Nilton,
não quero chover no molhado, mas você já deve manter contato com a ASA e/ou a ABCMAC, que lidam com a chuva e seu aproveitamento no semi-árido, através do P1MC.
Tens toda razão em mostrar que esta água pode e deve ser mais bem aproveitada.
Um abraço do colega
Jack, que lida com o tema nas cidades
jack@agua-de-chuva.com