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quinta-feira, 16 de junho de 2011

O efeito de diferentes substratos no crescimento das cactáceas




A foto

Nesta fotografia podemos observar o crescimento das cactáceas em diferentes substratos. A fotografia foi obtida no dia 14 de fevereiro de 2005 na Embrapa Semiárido em Petrolina, PE.

O fato

A capacidade de sobrevivência das cactáceas às irregularidades climáticas que ocorrem na região semiárida do Nordeste, traz uma vantagem para os pequenos agricultores que utilizam essas plantas na alimentação dos animais. Todavia poucos estudos têm sido realizados com essas plantas, principalmente, em relação ao seu desenvolvimento.  Com esse objetivo foram testados diferentes substratos, para verificar os que proporcionam melhores condições para o desenvolvimento do mandacaru (Cereus jamacaru P. DC.), o facheiro (Pilosocereus pachycladus Ritter), o xiquexique (Pilosocereus gounellei (A. Webwr ex K. Schum.) Bly. Ex Rowl.) e a coroa-de-frade (Melocactus bahiensis Britton & Rose). O delineamento experimental utilizado foi em blocos ao acaso com cinco substratos (areia, solo, areia + solo, areia + esterco de bovino e solo + esterco de bovino, sendo as combinações em proporções de 50% de cada material) e quatro repetições. O trabalho foi realizado de setembro de 2004 a dezembro de 2005, em temperatura ambiente, na Embrapa Semiárido, em Petrolina, PE. Foram realizadas as avaliações aos 360 dias após o plantio. Quanto a altura das plantas, o mandacaru alcançou 111,25 e 110,5 cm, respectivamente nos tratamentos 2 e 4. Já o facheiro apresentou maior crescimento em altura no tratamento 2 com 38,5 cm, em média. Essa mesma tendência ocorreu com o crescimento em altura para o xiquexique e a coroa-de-frade que alcançaram 30,75 e 8,5 cm, respectivamente no tratamento 2. Em relação ao desenvolvimento do sistema radicular das cactáceas, verificou-se que no tratamento 1 (areia) todas as cactáceas apresentaram os maiores valores em termos de comprimento. Este fato pode ter ocorrido em função da ausência de nutrientes neste substrato, forçando as raízes a um maior comprimento em busca de fertilidade. As raízes do mandacaru e do facheiro alcançaram 38,75 e 46,75 cm, respectivamente. No tratamento 2 (Areia + esterco) as raízes do facheiro mediram, em média, 15,37 cm, sendo o menor valor para esta planta. O xiquexique apresentou raízes com uma variação de 60,25 cm no tratamento 1 e de 26,75 cm no tratamento 2. Essa mesma tendência ocorreu com a coroa-de-frade que apresentou raízes de 53,25 cm no tratamento 1 e de 27,25 cm no tratamento 2. Com esses resultados, podemos inferir que a presença de nutrientes no tratamento 2, levou ao menor desenvolvimento das raízes das cactáceas.

Um comentário:

José Carlos Jr. disse...

Parabéns pelo trabalho. Um abraço