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sexta-feira, 1 de julho de 2011

As perdas de água e solo na caatinga




A foto

Nesta fotografia, podemos observar uma parcela para o estudo das perdas de água e solo na caatinga. A fotografia foi obtida no dia 15 de maio de 2011 na Embrapa Semiárido em Petrolina, PE.

O fato

Diversos estudos climatológicos atestam que no Nordeste semiárido é registrada uma precipitação pluviométrica anual, em torno de 700 bilhões de m³. Contudo, 642 bilhões e 600 milhões de m³ são consumidos pela evapotranspiração e 36 bilhões ou 5,1%, perde-se por escoamento superficial para os rios, e destes para o mar. Com o objetivo de estudar as perdas de solo e água na caatinga, realizamos uma pesquisa com diferentes tratamentos. Os tratamentos resultaram de diferentes sistemas de cobertura do solo, sendo: T 1 (Solo descoberto); T 2 (Solo com cobertura vegetal morta); T 3 (Solo com cobertura vegetal verde); e T 4 (Área com vegetação nativa de caatinga). A cobertura vegetal verde utilizada no tratamento 3 foi composta com o capim corrente (Urochloa mosambicensis (Hack.) de vegetação espontânea na área do experimento. No tratamento 2 distribuiu-se o feno do capim corrente uniformemente sobre a superfície com uma espessura de 5 cm na proporção de 35t/ha. As parcelas experimentais foram delimitadas com dimensões de 10 x 5 m com a maior proporção no sentido do declive do solo, estimado em 0,5%. O escoamento foi coletado em três caixas com capacidade para 1m³ cada, colocadas a jusante da soleira de cada parcela abaixo do nível da área de captação. Após as precipitações, foi medida a água de cada parcela coletada nas caixas e colocada em outros recipientes para repouso por 24 horas para sedimentação por gravidade dos materiais em suspensão na água. Posteriormente, foi succionado o máximo possível da água de cada recipiente. O solo coletado foi levado à estufa (105 º C por 24 horas) e posteriormente determinado o seu peso seco.  No mês de abril foram registrados dez eventos de precipitação, sendo os de maiores volumes no dias 10, 17 e 24. No dia 10, a precipitação de 61 mm, produziu um escoamento superficial de 502,4 m3 ha-1 no tratamento 1 (Solo descoberto). Neste tratamento as perdas de solo foram na ordem de 4,506 t ha-1. No tratamento 2 (Cobertura morta) e tratamento 3 (Cobertura verde), as perdas de água foram na ordem de 3,50 e 3,96 m3 ha-1, respectivamente. Por outro lado, as perdas de solo  não foram significativas. No tratamento 4 (Área com vegetação nativa de caatinga), o escoamento superficial provocou a perda de 37,2 m3 ha-1 de água e 0,0516 t ha-1 de solo.

Um comentário:

José Carlos disse...

Parabéns pelo trabalho em prol da caatinga e do semiárido. As fotografias do picasa também são muito bonitas.

Sou geógrafo formado pela UFPE e durante o curso visitávamos a caatinga para as nossas aulas de geomorfologia, climatologia e biogeografia, além de disciplinas da área de geografia humana.

Este seu blog me faz matar saudades desssa rica e bela região e relembrar do nosso compromisso profissional com ela.

Um abraço.