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domingo, 17 de julho de 2011

O efeito da cobertura morta na retenção de água no solo





A foto

Nesta fotografia podemos observar as perdas de água em uma área com cobertura vegetal morta. A fotografia foi obtida no dia 23 de março de 2010 no Campo Experimental da Caatinga na Embrapa Semiárido no município de Petrolina, PE.


O fato


Perda de água de chuva pelo escoamento superficial é um dos grandes problemas de todas as regiões áridas e semiáridas do mundo. Na região Nordeste, dos mais de 700 bilhões de m³ que ocorre com as chuvas, 642 bilhões e 600 milhões de m³ é consumido pela evapotranspiração e 36 bilhões ou 5,1%, perde-se por escoamento superficial para os rios, e destes para o mar. Contudo, não é só a perda de água, visto que a erosão consiste no processo de desprendimento, arraste e deposição das partículas do solo pelo arraste das enxurradas para áreas não agricultáveis. Entre as alternativas para minimizar essas perdas, a utilização de coberturas mortas com palhadas seca é uma das que apresenta melhores resultados. A cobertura morta pode ser composta de restolhos de vegetais de qualquer espécie. Todavia a sua distribuição na superfície é que vai contribuir para maior eficiência deste método. Na fotografia podemos ver a cobertura vegetal morta utilizando palhada composta com o capim corrente (Urochloa mosambicensis (Hack.) de vegetação espontânea. No dia 22 de março de 2010 ocorreu uma precipitação  de 52,2 mm na Estação Experimental da Caatinga, como a área de pesquisa é de 10 x 5 m, equivalente a 50 m2, pode-se dizer que caíram 2.610 litros de água na área, contudo só escoou 41,2 litros, equivalente a 1,57% do volume precipitado, demonstrando a eficiência da cobertura morta.

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