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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A falta de valorização da água de chuva no Sertão do Nordeste




A foto

Nesta fotografia podemos observar uma cisterna que não recebe água das chuvas. A fotografia foi obtida na comunidade de Varginha no município de Petrolina, PE em 21 de janeiro de 2004.

O fato

A falta de água para o consumo humano no Sertão do Nordeste é uma realidade constante. A cada ano os meses de seca severa trazem problemas para muitas famílias rurais que tem restrições de água para o consumo. Todavia, o volume de chuvas na região semiárida tem apresentado uma pequena elevação da média histórica nos últimos 25 anos. Atualmente, a média histórica é de, aproximadamente 565 mm. Esse volume embora pequeno se comparado com regiões mais chuvosas é bastante significativo quando comparamos com outras regiões áridas e semiáridas do mundo onde o volume de chuvas é menor. Assim, somos a região semiárida do mundo onde ocorrem os maiores volumes de chuvas. Embora os habitantes do semiárido já tenham sofrido muito com as secas periódicas, hoje existe a operação pipa, que embora apresente muitas irregularidades, tem fornecido água para a maior parte da população das áreas seca. Contudo, falta uma política regional de valorização da água de chuva, pois muitos agricultores ainda acreditam que a água dos carros-pipas é melhor que a das chuvas e assim, em muitas comunidades ainda é possível encontrar residências sem calhas para captação da água das chuvas, como cisternas que só recebem água de carro-pipa. Na fotografia podemos ver que a falta de uma parte da tubulação, provoca o desperdício de toda chuvas que cai no telhado desta casa. Esse cano está quebrado a mais de 3 anos e o agricultor nada fez para consertá-lo, pois em sua cisterna só entra água de carro-pipa.

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