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domingo, 11 de março de 2012

Crescimento do feijão com irrigação de salvação

 As fotos

Nestas fotografias podemos observar uma área com plantio de feijão irrigado com água de barreiro de salvação. As fotografias foram obtidas no município de Petrolina, PE.








Os fatos


De modo geral as primeiras chuvas chegam ao Sertão nos meses de outubro, novembro e dezembro, prolongando-se até o mês de maio e junho. Após esse período, temos a ocorrência da seca que só muda com a chegada das chuvas de outubro, todavia, isto não é uma normalidade, temos anos onde outubro, novembro e dezembro, praticamente não chovem. Por outro lado, nos últimos anos tem sido observado que as chuvas na região semiárida do Nordeste, embora continuem com irregularidade no tempo e no espaço, apresentam uma elevação do volume total. Em 2011 as chuvas passaram de 596,9 mm. Em setembro de 2011 não foi registrada nenhuma chuva. Em outubro ocorreu uma precipitação de 12,5 mm, porém as elevadas temperaturas que ocorreram neste mês provocaram a evaporação rápida dessa água. No mês de novembro ocorreu uma precipitação de 56,7 mm. Essa chuva possibilitou o plantio de milho, feijão e abóbora, contudo, em novembro o calor foi elevadíssimo e nada resistiu, visto que novas chuvas só vieram a ocorrer em 13 de dezembro. Muitos agricultores plantaram novamente, porém, em janeiro não foi registrada nenhuma chuva e só no dia 13 de fevereiro choveu 35,7 mm na região. Essa chuva não foi significativa para as lavouras plantadas em dezembro, visto que, quase tudo já tinha morrido com o sol escaldante. Porém, mais uma vez os agricultores fizeram outro plantio na esperança de que as chuvas venham logo. Um detalhe muito importante neste cenário é que em algumas comunidades do Sertão os agricultores tem utilizado algumas variedades de feijão com elevada capacidade de resistência a falta de chuvas e parte dessas plantas resistiram a falta de chuva chegando até o dia 13 de fevereiro. Assim, ainda há esperança para alguns agricultores que as sementes plantadas em dezembro de 2011 não sejam totalmente perdidas. Essas variedades resistentes associadas às práticas agrícolas que possibilitam uma maior retenção das águas das chuvas no solo como é o caso dos sulcos barrados e em curvas de nível, podem contribuir para que os agricultores, mesmo em anos de irregularidades na distribuição de chuvas possam colher alguma coisa. Outra alternativa é o aproveitamento da água armazenada nos barreiros de irrigação de salvação para irrigar os plantios durante os veranicos.

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