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sábado, 9 de junho de 2012

Água salobra nos solos da caatinga





As fotos

Nestas fotografias podemos ver alguns poços artesianos jogando água no solo da caatinga. As fotografias foram obtidas no município de Petrolina, PE.



O fato

Na maior parte da região semiárida do Nordeste brasileiro, as maiores reservas de águas subterrâneas são salinas. Essas águas geralmente são marginalizadas pelos altos teores de sais. Segundo a  norma (Resolução CONAMA 357/2005) que apresenta as classes de água traz as seguintes definições: Águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,5 ‰; Águas salobras: águas com salinidade superior a 0,5 ‰ e inferior a 30 ‰; Águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30 ‰. A salinidade se refere à quantidade de sal e aos componentes químicos presentes na água, assim água salina é aquela que contem uma maior quantidade desses sais, como, em geral, a água do mar. A água dos rios geralmente é doce, e a água de lagoas que tem conexão com o mar, são, em geral, salobras. Todavia, essas águas em muitos casos chegam a ser o único recurso que os agricultores de algumas comunidades dispõem para dessedentação de seus animais na seca.  Por outro lado, não há qualquer controle no uso dessas águas e grandes volumes são jogados nos solos da caatinga por períodos longos, visto que, quando chegam às chuvas e os animais encontram outras fontes de água, os poços com cata-ventos continuam jogando água no solo. Isso poderá levar muitas áreas da caatinga a ter uma elevação considerável na condutividade elétrica do solo e tornam-se inviáveis para o cultivo. Neste sentido, há necessidade de ações por parte dos órgãos do meio ambiente no acompanhamento e controle do uso dessas águas.

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