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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

As alternativas para obtenção de água para os animais na caatinga


As fotos

Nesta fotografia podemos observar algumas alternativas utilizadas pelos agricultores para retirada de água de poços profundos na caatinga. As fotografias foram obtidas no Sertão da Bahia e Pernambuco.






Os fatos

A região semiárida do Nordeste brasileiro tem como característica principal a presença de um embasamento cristalino. Esse tipo de embasamento cobre mais de 70 % da região. A característica desse embasamento são solos rasos com baixa capacidade de infiltração da água das chuvas. Com as irregularidades climáticas que ocorrem na região, a pouca quantidade de água que infiltra no solo torna-se salgadas e muitas vezes impróprias para o consumo. Embora possamos encontrar alguns bolsões de água de boa qualidade em solos de aluvião. As águas aprisionadas nos cristalinos normalmente servem para o consumo animal e quando tratadas em dessalinizadores podem ser consumida. Todavia, alcançar essa água só por meio de poços profundos de onde a água é retirada normalmente por cata-ventos ou bombas.  Essas alternativas não são baratas e poucos agricultores do Sertão dispõem de bombas para retirada de água de poços na caatinga. Na atual seca que assola toda a região semiárida do Nordeste, aqueles agricultores que tem acesso a um poço, tem a garantia de água para seus animais, enquanto que, outros têm que vender parte do rebanho para comprar água para os animais. O preço médio de um poço na caatinga é de aproximadamente R$ 6.500,00. Esse valor torna essa alternativa um sonho distante daqueles agricultores que tem na agricultura de subsistência sua principal fonte de renda. Precisamos urgentemente do “Programa 1 milhão de poços”.

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