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terça-feira, 9 de outubro de 2012

A produção e venda de esterco na caatinga


As fotos

Nestas fotografias podemos observar um rebanho de caprinos em um aprisco e a retirada de esterco. As fotografias foram obtidas no município de Petrolina, PE.





Os fatos

Em anos de seca severa como a que esta afetando a região semiárida do Nordeste a venda de esterco é uma das alternativas de renda para os pequenos agricultores. Anualmente, milhares de toneladas de esterco são retiradas dos apriscos na caatinga para áreas de agricultura irrigada. Este procedimento tem contribuído de forma severa para o empobrecimento do solo da região, visto que, para produção do esterco, os animais alimentam-se das plantas da caatinga, assim, o esterco seria uma forma de equilíbrio para o ecossistema da caatinga. Os agricultores até que poderiam utilizar este adubo para melhora a qualidade dos solos de suas propriedades e consequentemente o rendimento de suas lavouras, todavia, o valor do esterco tem sido uma fonte alternativa de renda para muitas famílias da região. Se os agricultores utilizassem de forma regular o esterco nas culturas tradicionais como o milho e feijão, os rendimentos seriam melhores, mesmo nos anos de pouca chuva como 2012. Atualmente o esterco é comercializado por carrinho-de-mão ao preço de R$ 2,80. O peso médio de um carrinho de esterco é de 25 kg, aproximadamente. Algumas famílias que possuem um rebanho de 150 cabeças de caprinos estão vendendo, em média, 50 a 60 carrinhos a cada dois meses. 

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