Busca no Blog

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A seca e as plantas da caatinga

As fotos

Nestas fotografias podemos observar os aspectos de algumas das plantas da caatinga no período de seca. As fotografias foram obtidas no município de Petrolina, PE.




















Os fatos



No município de Petrolina, PE choveu até hoje, 10 de outubro de 2017, um total de 121,8 mm. Considerando-se que a média histórica dos últimos 35 anos é de 506 mm, podemos dizer que as chuvas foram muito abaixo da média.  Se considerarmos as informações pluviométricas do município de Petrolina desde 1912, esse pode ser o pior ano da nossa história. No mês de janeiro não foi registrada nenhuma precipitação. De 1982 até 2016, somente nos meses de janeiro de 2006 e 2012 não houve chuvas. A média histórica para janeiro é de 90,3 mm. No mês de fevereiro foi registrada uma precipitação de 35,5 mm. Esse volume é praticamente a metade da média histórica que é de 77,6 mm para fevereiro. No mês de março, considerado o mês que mais chove na região, ocorreu uma precipitação de 18 mm. A média histórica de março é de 115,4 mm, esse foi um dos meses de março que menos choveu na região nos últimos 35 anos.  Assim, a situação nos outros meses não foi muito diferente. Em abril choveu 11,5 mm. No mês de maio choveu um pouco mais com 28,8 mm. Já nos meses de junho e julho as chuvas foram de 15,0 e 3,8 mm, respectivamente. Em agosto e setembro, tivemos 1,3  e 7,9 mm.  Com a chegada de outubro, os sertanejos esperam a ocorrência das trovoadas, marca característica deste período, porém, as previsões dos institutos climáticos são as piores possíveis. Assim, resta esperar pela complacência da mãe natureza para aliviar a nossa situação.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Os micos da caatinga

As fotos

Nestas fotografias, podemos observar alguns saguis  da caatinga. As fotografias foram obtidas no município de Petrolina, PE.







































Os fatos

Entre os animais da caatinga, um dos mais populares é o sagui (Callithrix penicillata). Este pequeno primata vive em toda região do semiárido, principalmente nas áreas de caatinga densa. São animais dóceis que se aproximam muito das áreas habitadas em busca de alimentos. Essa espécie é arborícola, insetívora e frugívora. Comem frutas, flores, folhas, insetos e pequenos animais, além das gomas que exsudam de algumas plantas da caatinga, principalmente das áreas invadidas por algarobas. No Sertão o sagui tem diversos nomes: sagui, saguim, sauim, soim, sonhim, etc. Muitos agricultores capturam os filhotes de sagui e criam como animais de estimação em suas casas. Uma das principais características do sagui é transportar os filhotes nas costas. Os saguis da caatinga tem uma grande importância na dispersão de sementes de muitas plantas da caatinga, visto que se alimentam de frutos sem danificar a semente. Por outro lado, causam danos severos para os ninhos de muitas espécies consumindo os ovos.


terça-feira, 5 de setembro de 2017

A frutificação do quipá na caatinga

As fotos

Nestas fotografias podemos observar a ocorrência da frutificação do quipá na caatinga.  As fotografias foram obtidas no município de Petrolina, PE.

































Os fatos


No Sertão de Pernambuco, o início do período de seca na caatinga, começa com a frutificação do quipá. Essa pequena palmatória pertence à família das Cactaceae e ocorre em toda região semiárida, principalmente em solos rasos e pedregosos. Embora seja uma cactácea de crescimento, essencialmente, rasteiro, muitas plantas desenvolvem um porte retilíneo, chegando a mais de 1 m de altura. Uma das características dessa planta é a presença de pequenos espinhos que causam danos à pele dos homens e animais. Por outro lado, o quipá é muito importante para fauna e flora da região. Na época da floração, muitos insetos e pássaros da caatinga se alimentam de suas flores e quando da frutificação, os pássaros da caatinga consomem seus frutos e dispensam suas sementes. Os frutos também são utilizados pelos agricultores para consumo in natura ou processamentos de doces e geleias. Outra utilização do quipá é na medicinal caseira. Aqui no Sertão de Pernambuco, quando a seca é grave, alguns agricultores queimam o quipá para retirada dos espinhos, antes de oferta para os animais.