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quarta-feira, 11 de abril de 2012

A extinção do caititu no Sertão de Pernambuco


As fotos

Nestas fotografias podemos observar um caititu no cativeiro e outros na caatinga. As fotografias foram obtidas no município de Petrolina, PE.





 
Os fatos
A caatinga nordestina já foi repleta de animais silvestres, entre estes, o veado catingueiro, o caititu, o gato do mato, a onça pintada e muitos outros. Os caititus ou catetos (Tayassu tajacu) são porcos-do-mato que vivem nas áreas de caatinga nativa do Nordeste em grupos de 6 a 12 indivíduos. Em uma área de caatinga do município de Petrolina já foi observado um grupo com 22 caititus. Algumas vezes foi observada uma fêmea com dois filhotes. Na caatinga os caititus andam em trilhas e alimentam-se nas bordaduras. O caititu alimenta-se de frutos e das raízes das plantas da caatinga, principalmente do caroá e da maniçoba e da faveleira. Em um estudo sobre a alimentação destes animais, foi observado que no período chuvoso, o caititu da preferência aos frutos da época e à medida que a seca vai começando, os animais passam a consumir as raízes da maniçoba, da favela e do caroá. Embora estes animais sejam caçados em toda região para consumo da carne e venda da pele, ainda é possível encontrar áreas de caatinga nativa com bandos de caititus. Todavia, há uma pressão  enorme pela carne desses animais entre os habitantes da região e a cada dia surgem notícias de caititus eliminados. No município de Lagoa Grande, PE há grupos de caçadores que sistematicamente abatem esses animais nas poucas áreas de caatinga do Sertão.

As chuvas de abril no Sertão do Nordeste

 As fotos

Nestas fotografias podemos observar a água proveniente do escoamento superficial. As fotografias foram obtidas no município de Petrolina, PE.




Os fatos

Do dia 1 até hoje, 11 de abril de 2012 não foi registrada nenhuma precipitação em muitas áreas do Sertão de Pernambuco. A última chuva na região de Petrolina, PE foi no dia 19 de março de 2012, num total de 19,1 mm no dia de São José. Essa chuva reacendeu o ânimo dos agricultores que estavam sofrendo com a irregularidade das chuvas desse ano. Em algumas comunidades as chuvas de 19 de março atingiram volumes de até 137 mm como foi observado no distrito de Cristália (Petrolina, PE). Embora os agricultores do Sertão do Nordeste acreditem que quando chove no dia de São José, o inverno será regular, este ano o que foi plantado no dia do Santo não resistiu à estiagem e as altas temperaturas e o que foi plantado no dia de São José já morreu com o sol escaldante dos últimos dias. O que nos resta é a lembrança das chuvas de abril de 2011 que foram no total de 153,4 mm.

sábado, 7 de abril de 2012

Há anos de muita chuva no Sertão de Pernambuco


As fotos

Nestas fotografias podemos observar água nos riachos da caatinga. As fotografias foram obtidas no  município de Petrolina, PE.

 



Os fatos


O Sertão de Pernambuco passa nesse momento por uma seca sem precedentes. As chuvas que ocorreram até esta data não foram suficientes para alterar o cenário que marca as duas estações predominantes na região que é a de chuva e a de seca. O que choveu até hoje, 7 de abril de 2012 foi somente 105,1 mm sendo distribuídos nos meses de fevereiro (84,5) e março (20,6). Essa anomalia não significa que o Sertão é sempre castigado pela falta de chuvas. Há anos de muita chuva em que os rios temporários, riachos e açudes transbordam. O ano de 2009 foi um desses anos de muita chuva na região Nordeste, como podemos observar na fotografia. Neste ano choveu um total de 878,6 mm sendo 90,5 mm no mês de janeiro, 257,1 mm no mês de fevereiro, 114,6 mm no mês de março, 123,7 mm no mês de abril, 48 mm no mês de maio, 19,3 mm no mês de junho. Nos meses de julho, agosto e setembro não houve chuvas, contudo em outubro de 2009 choveu 122 mm. Em novembro não choveu e no mês de dezembro choveu 103,4 mm, totalizando 878,6 mm. E esse total não foi o maior valor observado até agora. Já tivemos 1071,2 mm no ano de 1985 e mais recentemente, 819,4 mm no ano de 2004. Assim, acreditamos que o Sertão vai superar esta seca e outros anos de muita chuva virão.

A falta de chuvas no Sertão de Pernambuco em 2012


As fotos

Nestas fotografias podemos observar a água de chuvas em um barreiros da caatinga. As fotografias foram obtidas no município de Petrolina, PE.







Os fatos


As irregularidades das chuvas no Sertão de Pernambuco em 2012 têm causado danos e apreensões para muitos agricultores da região. Tudo que foi plantado de dezembro de 2011 até o momento, não suportou as altas temperaturas e morreu. Muitos agricultores estão vendendo parte dos rebanhos para comprar água para salvar outros animais. Nas cisternas quase nada foi armazenado e os carros-pipas não conseguem atender todas as solicitações. Já existem comunidades sem água para beber e outras comprando um carro-pipa de água por até R$ 90,0. O ano de 2012 pode ficar para história como uma dos anos mais difíceis para a convivência dos sertanejos com o semiárido. Dados meteorológicos observados no Campo Experimental da Caatinga na Embrapa Semiárido demonstram que no mês de janeiro de 2012 não choveu nenhum mm. No mês de fevereiro choveu 84,5 mm e 20,6 mm no mês de março, totalizando 105,1 mm. Em abril até o momento não houve nenhuma precipitação. Por outro lado, em 2011 já havia chovido 384,3 mm até esta data. Como o período de chuvas está praticamente encerrado na reghião e não há qualquer indício de uma mudança nas previsões que possa trazer esperança para os nordestinos, este ano temos que rezar muito para que ainda ocorra alguma chuva para acumular água nos barreiros para os animais.

quinta-feira, 29 de março de 2012

O desmatamento da caatinga no Sertão de Pernambuco



As fotos

Nestas fotografias podemos observar áreas de caatinga desmatadas recentemente.  As fotografias foram obtidas no município de Lagoa Grande e Petrolina,  PE.






Os fatos

Embora os dados do Ministério do Meio Ambiente tenha revelado que houve uma queda no desmatamento da caatinga, algumas áreas com plantas muito importante para o bioma continuam sendo desmatadas. Segundo dados do Ministério, a caatinga teve 1.921 km² de sua área desmatada entre 2008 e 2009. Para o Ministério houve uma redução no desmatamento nos últimos anos. Embora as causas do desmatamento da caatinga sejam atribuídas essencialmente à extração de madeira para produção de lenha e de carvão vegetal, grandes áreas tem sido desmatada anualmente para formação de  pastagens. Essa tendência segue o ritmo de crescimento dos rebanhos de ovinos e caprinos que não param de crescer na região. Assim, cada vez mais, os agricultores deixam de reutilizar áreas antigas para o plantio e desmatam novas áreas para formação de pastagens, principalmente de capim buffel. A área onde foi observado esse desmatamento apresenta uma grande densidade populacional de faveleiras, uma das plantas bastante preferida pelos caprinos. Todavia, para os agricultores, só o capim buffel é capaz de sustentar os animais. A Bahia, Ceará e Piauí, ainda são os Estados onde ocorrem os maiores índices de desmatamento. Como a região semiárida é uma das que pode sofre fortes impactos com as possíveis mudanças climáticas que advém, há necessidade de conscientização das populações rurais da importância de preservação da caatinga.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Um crime contra a natureza no Sertão de Pernambuco



As fotos

Nestas fotografias podemos ver uma bela baraúna (Schinopsis brasiliensis) na caatinga e outra com sua casca cortada. As fotografias foram obtidas no município de Petrolina, PE.



Os fatos

A baraúna (Schinopsis brasiliensis) é uma das mais belas árvores da caatinga nordestina. A baraúna pertence à família das Anacardiaceaes. É uma das mais imponentes árvores da caatinga.  Por ser uma madeira de “Lei”, isto é, madeira forte e de longa duração é muito utilizada para produção de linhas, mourões, etc. Em função disso, esta planta é muito perseguida pelos agricultores. Por outro lado, as sombras das baraúnas que existem na região semiárida do Nordeste contribuir muito para amenizar a temperatura do meio ambiente e dos animais na caatinga, proporcionando melhores condições para os mesmos. A baraúna é uma das espécies da caatinga ameaçada de extinção e têm seu corte controlado pelo IBAMA. A baraúna teve sua população bastante reduzida pelo corte para produção de dormentes para ferrovias do Nordeste. Na fotografia podemos ver que foi realizado um corte na casca o que leva a planta a morte e posteriormente sua madeira é utilizada. Esse é um dos artifícios utilizados para burla a legislação vigente, pois com o corte da casca a planta morre e madeira proveniente de planta morta não sofre restrição.