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domingo, 10 de julho de 2011

A torrefação da farinha de mandioca no Sertão de Pernambuco




A foto

Nesta fotografia podemos ver um agricultor torrando a farinha. A fotografia foi obtida no dia 7 de julho de 2011 na Comunidade de Sítio Barreiro no Distrito de Pau Ferro, município de Petrolina, PE.

O fato

A farinha de mandioca (Jatropha manihot) é uma das principais fontes de energia para os agricultores do Sertão nordestino. É impossível sentar a mesa de uma residência na caatinga e não ter farinha de mandioca para comer junto com um bode cozido. A farinha de mandioca algumas vezes é o único alimento para muitos sertanejos em anos de seca. No processo de preparo da farinha, a torrefação é uma das etapas mais importante, visto que, se não for retirada a umidade da farinha, ela perde a qualidade e logo vai mofar. Assim, após a retirada da massa da prensagem, a farinha deve ir para o forno para retirar o restante da umidade, deixando a farinha seca, pronta para ser estocada por vários meses. Há uma infinidade de formas de torrefação da farinha, contudo o mais tradicional é em um forno construído em alvenaria onde se utiliza a lenha seca da caatinga para produzir o calor. Não é tão simples a torrefação da farinha, na maioria das comunidades há pessoas que são mais aptas para essa atividade, em função da experiência na produção da farinha. Torrar a farinha não é muito difícil, todavia, é preciso saber mexer o rodo. A ciência da torrefação é o ponto de retirada da farinha para colocação de uma nova sem deixar a farinha queimar. Se não souber mexer pode deixar a farinha embolar e esta perde a qualidade. Na fotografia podemos ver um torrador de farinha desenvolvendo suas habilidades para que a farinhada tenha sucesso.

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