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domingo, 11 de novembro de 2012

As primeiras chuvas de verão no Sertão de Pernambuco


As fotos

Nestas fotografias podemos observar a ocorrência de uma chuva na caatinga e açudes sem água e com as primeiras águas das chuvas de novembro de 2012. As fotografias foram obtidas nas comunidades de Barreiro e Sítio Pereiro no Distrito de Pau Ferro no município de Petrolina, PE.







Os fatos

Se levarmos em conta os dias sem chuvas no Sertão de Pernambuco este ano, já temos mais de 299 dias em que não foi registrada nenhuma precipitação.  Nos 17 dias que choveu, foram registrados 145,5 mm, sendo que no mês de janeiro não houve nenhuma precipitação. Em fevereiro ocorreram 5 chuvas com um total de 84,4 mm. Em março só choveu dois dias no total de 19,2 mm. Em abril não foi registrada nenhuma chuva na região. No mês de maio foi registrada uma chuva de 26 mm. Em junho foram 3,9 mm em três chuvas. No mês de julho foram registrados 1,3 mm em duas chuvas. Em agosto choveu um total de 2,3 mm em duas chuvas. No mês de setembro choveu somente 0,2 mm. Por outro lado, nos 31 dias de outubro nenhuma chuva foi registrada na região. No mês de novembro choveu 8,2 mm no dia 5. Todavia, a seca que vem ocorrendo na região semiárida do Nordeste desde o início do ano começou a perder força com as primeiras ocorrências de chuvas isoladas no Sertão no início de novembro. As chuvas que cairão entre os dias 1 e 5 de novembro apresentaram uma distribuição bastante irregular. Embora em algumas comunidades essas chuvas foram suficientes para mudar o cenário de seca como é o caso das comunidades de Barreiro e Sítio Pereiro no Distrito de Pau Ferro no município de Petrolina, onde as precipitações dos dias 5 a 7 de novembro passaram dos 50 mm. Nessas comunidades muita água foi acumulada nos barreiros, estradas e nas baixadas. A vegetação da caatinga nas comunidades já começou a se desenvolver e ser consumida pelos animais. A água acumulada é suficiente para atender as necessidades dos animais nos próximos 60 dias. Muitos agricultores já estão preparando as roças para o plantio acreditando que no mês de dezembro pode chover na região. 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A beleza das flores do sete-cascas na caatinga



As fotos

Nestas fotografias podemos observar a floração do sete-cascas na caatinga após as primeiras chuvas de verão. As fotografias foram obtidas no município de Petrolina, PE.






Os fatos

A caatinga possui uma das mais belas composições de plantas do planeta. São inúmeras espécies de plantas que só ocorrem nesta região. Podendo ser considerada uma das regiões do mundo de maior riqueza biológica, face às adversidades da região.  Quando termina o período de chuvas na caatinga e a vegetação começa a perde suas folhas pela falta de água no solo, o cenário da seca é eminente. Todavia, basta ocorrer uma chuvinha qualquer que a paisagem muda de aspecto. Logo após as primeiras chuvas no sertão nordestino, pode-se observar os locais onde a chuva caiu pelo surgimento da floração do sete-cascas (Tabebuia spongiosa). A espécie sete-cascas, pertencente à família Leguminosae Mimosoideae, podendo atingir de 6 a 10 m de altura na caatinga. É uma espécie secundária com crescimento rápido. A madeira é macia e pouco durável. Sua principal utilização é o paisagístico e arborização urbana. Esta planta é de uma beleza ímpar. Suas flores amarelas mudam o cenário de seca para uma paisagem de alegria e beleza. As flores são visitadas por abelhas e pássaros que contribuem para sua polinização. Quando o botão floral cai, e consumido por inúmeros animais da caatinga, principalmente pelo veado e o caititu. O sete-cascas ou “Ipê cascudo” é considerado por muitos estudiosos como a mais bela planta da caatinga. Embora existam outras variedades de ipês de flores amarelas, o sete-cascas só é encontrada nas caatingas sertanejas. Normalmente essa espécie floresce nos meses de outubro a dezembro, quando da ocorrência das trovoadas (as primeiras chuvas no Sertão). 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O leite de cabra no Sertão


As fotos

Nestas fotografias podemos ver um rebanho de caprinos em um aprisco, na caatinga e a ordenha de uma cabra na caatinga. As fotografias foram obtidas no município de Petrolina, PE.





Os fatos

No Sertão do Nordeste a criação de caprinos é uma das principais atividades dos pequenos agricultores. De modo geral, cada família tem um pequeno rebanho para garantir sua renda durante todo o ano. Além da venda para consumo da carne, os agricultores vende a pele dos caprinos e utilizam o leite para consumo e produção de queijos. A região semiárida do Nordeste detém 94% do rebanho de 13 milhões de cabeças de caprinos do Brasil. Sendo do estado da Bahia o maior rebanho. Embora esse rebanho já apresente um percentual significativo de animais com melhoramento genético, a maior parte dos rebanhos é constituída por animais SRD (Sem Raça Definida) onde se percebe a predominância de sistemas de criação caracterizados por baixos  índices zootécnicos. O destino da maior parte do rebanho nordestino é o abate para consumo da carne, contudo, em algumas comunidades a produção de leite é uma atividade geradora de renda, principalmente com a produção de queijos artesanais. Uma das vantagens comparativas do leite de cabra da caatinga é a vegetação consumida pelos animais.  Assim, mesmo no momento de seca que ocorre na região semiárida do Nordeste, algumas famílias ainda conseguem obter leite de cabra.

As chuvas estão voltando ao Sertão de Pernambuco



As fotos

Nestas fotografias podemos observar pequenas poças de água nas estradas e plantas da caatinga com flores após as primeiras chuvas de verão de 2012. As fotografias foram obtidas na caatinga do município de Petrolina, PE.






Os fatos

A seca que vem ocorrendo na região Nordeste desde o início do ano começou a perder força com as primeiras ocorrências de chuvas isoladas no Sertão no início de novembro. As chuvas que cairão entre os dias 1 e 5 de novembro apresentaram uma distribuição bastante irregular com volumes de 8,2 mm no município  de Petrolina a 38,7 mm no município de Salgueiro. Embora essas chuvas não sejam suficientes para superação das dificuldades que a população nordestina passa no momento, alguma água foi captada em estradas, açudes e barreiros, além de permitir o surgimento de uma pequena pastagem na caatinga para amenizar a fome dos animais. O mais importante é que novamente a esperança dos sertanejos foi acesa pelas chuvas. As chuvas que ocorreram até o momento no Campo Experimental da Caatinga na Embrapa Semiárido em Petrolina, PE foram no total de 145,5 mm.  No mês de janeiro não houve nenhuma precipitação. Em fevereiro ocorreram 5 chuvas com um total de 84,4 mm. Em março só choveu dois dias no total de 19,2 mm. Em abril não foi registrada nenhuma chuva na região. No mês de maio foi registrada uma chuva de 26 mm. Em junho foram 3,9 mm em três chuvas. No mês de julho foram registrados 1,3 mm em duas chuvas. Em agosto choveu um total de 2,3 mm em duas chuvas. No mês de setembro choveu somente 0,2 mm. Por outro lado, nos 31 dias de outubro nenhuma chuva foi registrada na região. No mês de novembro choveu 8,2 mm no dia 5. Como se pode observar, essa irregularidade na distribuição e no volume precipitado pode tornar o ano de 2012,  um dos mais graves em termos de seca no Sertão do Nordeste. Mais a caatinga tem suas surpresas como podemos ver nas fotografias, uma pequena chuva é capaz de transformar o cenário de seca em momentos de alegria e beleza com as plantas e os animais da caatinga.

domingo, 28 de outubro de 2012

A seca e a floração do imbuzeiro na caatinga


As fotos

Nestas fotografias podemos observar plantas de imbuzeiro com flores e frutos. As fotografias foram obtidas na caatinga do município de Petrolina, PE.





Os fatos

Embora a seca tenha afetado todas as plantas da caatinga este ano, visto que houve pouca chuva, o imbuzeiro ainda não alterou sua fenologia e está com bastante flores e frutos. Por outro lado, essa seca pode trazer reduções significativas na safra, pois, as pancadas de chuvas de setembro e outubro contribuem significativamente para a floração e a fecundação dos frutos do imbuzeiro e ainda não ocorreu nenhuma chuva nestes meses na caatinga. Existe uma crença popular que as chuvas de setembro e outubro são as chuvas da flor do imbuzeiro. Em anos de chuvas regulares, o imbuzeiro perde as folhas logo depois do inverno, e assim evita a transpiração e perda de água. Esse processo ocorre num período, médio de 43 dias, que corresponde ao início do verão, ficando as plantas em estado de dormência vegetativa, contudo seus os xilopódios estão cheios de reservas nutritivas o que garante a sobrevivência da planta e sua floração e frutificação. Na primeira quinzena de agosto a setembro, quando ocorrem as primeiras chuvas de verão, modificam-se a temperatura e a umidade relativa do ar, acelerando o metabolismo da planta com o aparecimento das primeiras flores e folhas. Este ano não houve não precipitação na região a mais de 280 dias e a fenologia do imbuzeiro continua aparentemente normal. Todavia, só após a safra de 2012-2013 é que poderemos avaliar mais precisamente os impactos dessa seca na fenologia reprodutiva do imbuzeiro.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A floração do mandacaru no Sertão


As fotos

Nestas fotografias, podemos observar a floração e frutificação do mandacaru. As fotografias foram obtidas na caatinga do município de Petrolina, PE.





Os fatos

O mandacaru (Cereus jamacaru P. DC.) é uma das cactáceas da caatinga de grande importância para o bioma. Uma das principais características dessa planta é que os habitantes da região Nordeste associam à floração do mandacaru a chegada das chuvas. Luiz Gonzaga consagrou o mandacaru com o xote das meninas em 1953, onde ele cantava que “mandacaru quando fulora na seca é o sinal que a chuva chega no Sertão...”. As flores do mandacaru apresentam coloração branca e abrem na madrugada quando são polinizadas, principalmente pelos morcegos. Durante o dia a flor começa a murchar e ainda serve de fonte de alimento para muitas abelhas nativas. O fruto do mandacaru é de cor avermelhada é muito apreciado pelos pássaros que consomem a polpa com as sementes e realizam sua dispersão em toda caatinga. Em anos de seca severa como a que está afetando o Sertão do Nordeste neste ano, o mandacaru tem sido severamente cortado pelos agricultores para alimentação dos animais. Com o corte não há floração e frutificação, afetando a dispersão dessa espécie. A floração que hora ocorre é uma grande esperança para os sertanejos, visto que já estamos a mais de 284 dias sem uma chuva.

domingo, 21 de outubro de 2012

A beleza do mico da caatinga nordestina


As fotos

Nestas fotografias, podemos observar o sagui da caatinga. As fotografias foram obtidas na Caatinga do município de Petrolina, PE.





Os fatos

Entre os animais da caatinga, um dos mais populares é o sagui (Callithrix penicillata). Este pequeno primata vive em toda região do semiárido, principalmente nas áreas de caatinga densa. São animais dóceis que se aproximam muito das áreas habitadas em busca de alimentos. Essa espécie é arborícola, insetívora e frugívora. Comem frutas, flores, folhas, insetos e pequenos animais, além das gomas que exsudam de algumas plantas da caatinga. No Sertão o sagui tem diversos nomes: sagui, saguim, sauim,  soim, sonhim, etc. Muitos agricultores capturam os filhotes de sagui e criam como animais de estimação em suas casas. Uma das principais características do sagui é transportar os filhotes nas costas. Os saguis da caatinga tem uma grande importância na dispersão de sementes de muitas plantas da caatinga, visto que se alimentam de frutos sem danificar a semente.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O dilema dos espinhos do mandacaru no Sertão


As fotos

Nestas fotografias, podemos observar as diversas formas que os agricultores utilizam para retirar os espinhos do mandacaru antes de ofertá-lo aos animais. As fotos foram obtidas nos municípios de Lagoa Grande, PE e Riachão do Jacuípe, BA. 










Os fatos

O mandacaru é uma das últimas alternativas que os pequenos agricultores do Sertão do Nordeste utilizam para salvar seus animais em períodos de seca severa. Embora o mandacaru seja uma das cactáceas mais utilizadas pelos agricultores, os espinhos ainda são problemas para muitos animais. Tradicionalmente os espinhos são queimados antes de o mandacaru ser ofertado para os animais, contudo, muitos agricultores cortam a parte dos espinhos antes de alimentar os animais com o mandacaru. Em algumas comunidades as máquinas forrageiras têm sido utilizadas para triturar o mandacaru. Essa opção embora melhore a textura do mandacaru, ainda deixa a base dos espinhos em condições de causar danos aos animais. Procurando resolver esse problema já foram desenvolvidas várias pesquisas que resultaram na criação de uma máquina para  processamento do mandacaru. Essa máquina consiste em um conjunto de serras semicirculares,  autoajustáveis, para permitir a passagem de caules de mandacaru com diâmetros variados.  A máquina retira os es­pinhos com perda mínima de mas­sa verde. Após a retirada dos espinhos, o mandacaru deve ser processado numa máquina forrageira comum e está pronto para o consumo dos animais. Embora essa alternativa seja boa, seu custo pode inviabilizar sua utilização pelos pequenos agricultores, visto que, são duas máquinas que devem ser compradas.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A produção e venda de esterco na caatinga


As fotos

Nestas fotografias podemos observar um rebanho de caprinos em um aprisco e a retirada de esterco. As fotografias foram obtidas no município de Petrolina, PE.





Os fatos

Em anos de seca severa como a que esta afetando a região semiárida do Nordeste a venda de esterco é uma das alternativas de renda para os pequenos agricultores. Anualmente, milhares de toneladas de esterco são retiradas dos apriscos na caatinga para áreas de agricultura irrigada. Este procedimento tem contribuído de forma severa para o empobrecimento do solo da região, visto que, para produção do esterco, os animais alimentam-se das plantas da caatinga, assim, o esterco seria uma forma de equilíbrio para o ecossistema da caatinga. Os agricultores até que poderiam utilizar este adubo para melhora a qualidade dos solos de suas propriedades e consequentemente o rendimento de suas lavouras, todavia, o valor do esterco tem sido uma fonte alternativa de renda para muitas famílias da região. Se os agricultores utilizassem de forma regular o esterco nas culturas tradicionais como o milho e feijão, os rendimentos seriam melhores, mesmo nos anos de pouca chuva como 2012. Atualmente o esterco é comercializado por carrinho-de-mão ao preço de R$ 2,80. O peso médio de um carrinho de esterco é de 25 kg, aproximadamente. Algumas famílias que possuem um rebanho de 150 cabeças de caprinos estão vendendo, em média, 50 a 60 carrinhos a cada dois meses. 

O belo choró-boi da caatinga nordestina

 As fotos

Nestas fotografias, podemos observar o choró-boi na caatinga. As fotografias foram obtidas na Caatinga do   município de Petrolina, PE.





Os fatos


Entre as aves que povoam a caatinga nordestina o Choró-boi (Taraba major) é uma das mais belas. Essa espécie é encontrada nas capoeiras, clareiras e bordas da caatinga. É um pássaro que tem como hábito viver pulando entre os cipós e arbustos. No período de seca sua observação é mais fácil em função das cores preto e branco de sua plumagem. O choro-boi não tem canto de destaque, sua atração são as cores chamativas como o branco e preto, além dos olhos vermelhos. O macho do choro-boi destaca-se pela cor preta no dorso e o resto das penas brancas em contraste com a fêmea que tem as penas pretas substituídas pela cor marrom avermelhada. É uma ave dócil que não se assusta com a presença de humanos, porém é presa fácil para os gatos silvestres da caatinga. Quando capturada não resiste por muito tempo. A alimentação básica do choro-boi são os pequenos invertebrados encontrados nos galhos e folhas secas no chão da caatinga.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Crescimento do mandacaru na caatinga


 As fotos

Nestas fotografias, podemos observar o plantio e o corte do mandacaru em uma área de pesquisa. As fotografias foram obtidas no Campo Experimental da Caatinga na Embrapa Semiárido no município de Petrolina, PE.






Os fatos

O mandacaru é uma cactácea de grande importância para a sustentabilidade e conservação da biodiversidade do bioma caatinga. Seus frutos são uma das principais fontes de alimento para pássaros e animais silvestres da caatinga. Essa cactácea ocorre nas áreas mais secas da região semiárida do Nordeste, em solos rasos, encima de rochas e se multiplica regularmente, cobrindo extensas áreas da caatinga.  Sua distribuição ocorre principalmente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia. Poucos estudos têm sido realizados em relação ao desenvolvimento dessas cactáceas e principalmente, quanto a sua densidade e utilização pelos agricultores. Neste sentido, foi realizada uma pesquisa com o objetivo de determinar o crescimento do mandacaru (Cereus jamacaru P. DC) em condições de sequeiro na caatinga até os 10 anos. O estudo foi realizado no período de agosto de 2001 a agosto de 2011 em uma área de caatinga na Estação Experimental da Embrapa Semiárido no município de Petrolina, PE. A altura média das plantas no primeiro e no décimo ano foi de 0,52 e 1,94 m, respectivamente. O diâmetro basal e a circunferência do caule ao nível do solo foram de 8,0 e 16,58 cm, respectivamente. Os resultados obtidos foram os seguintes: No primeiro ano a altura das plantas foi de 0,52 cm com uma produção de 3,25 kg de fitomassa verde e 0,54 kg de fitomassa seca. No segundo ano a altura das plantas foi de 0,92 cm com uma produção de 4,51 kg de fitomassa verde e 0,77 kg de fitomassa seca. No terceiro ano a altura das plantas foi de 1,41m com uma produção de 6,22 kg de fitomassa verde e 1,06 kg de fitomassa seca. No quarto ano a altura das plantas foi de 1,47 m com uma produção de 9,18 kg de fitomassa verde e 1,56 kg de fitomassa seca. No quinto ano a altura das plantas foi de 1,54 m com uma produção de 10,17 kg de fitomassa verde e 1,74 kg de fitomassa seca. No sexto ano a altura das plantas foi de 1,59 m com uma produção de 11,25 kg de fitomassa verde e 1,92 kg de fitomassa seca. No sétimo ano a altura das plantas foi de 1,68 m com uma produção de 13,75 kg de fitomassa verde e 2,35 kg de fitomassa seca. No oitavo ano a altura das plantas foi de 1,72 m com uma produção de 15,27 kg de fitomassa verde e 2,62 kg de fitomassa seca. No nono ano a altura das plantas foi de 1,75 m com uma produção de 18,56 kg de fitomassa verde e 3,17 kg de fitomassa seca. No décimo ano a altura das plantas foi de 1,94 m com uma produção de 22,47 kg de fitomassa verde e 3,85 kg de fitomassa seca. Se considerar a produção por hectare no espaçamento de 1 m entre plantas e 1,5 m entre as fileiras teríamos 1.500 plantas/ha que proporcionariam uma produção de 33.705 kg de fitomassa verde e 5.775 kg de fitomassa seca aos 10 anos de crescimento. Com os resultados obtidos podemos inferir que: o  plantio do mandacaru no período de pouca ocorrência de chuvas na região semiárida do Nordeste apresenta bons índices de sobrevivência; O crescimento do mandacaru nos primeiros anos é muito lento; Aos dez anos de crescimento a produção de fitomassa verde e seca do mandacaru pode contribuir como uma boa alternativa para os pequenos agricultores alimentarem seus animais na seca.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A utilização da coroa-de-frade na caatinga pelos agricultores na seca

As fotos

Nestas fotos, podemos observar agricultores coletando, retirando os espinhos e ofertando a coroa-de-frade para suas criações. As fotografias foram obtidas na Comunidade de Alto do Angico no município de Petrolina, PE.








Os fatos

A caatinga oferece muitas alternativas para os animais nativos e domésticos no período de seca. Os animais domésticos como os caprinos, bovinos e ovinos consomem o mandacaru, a coroa-de-frade, o xiquexique, o facheiro, etc. Os animais silvestres como o caititu e o veado catingueiro consomem o xiquexique, o rabo de raposa, a maniçoba e o caroá. No período de seca, muitos agricultores coletam a coroa-de-frade na caatinga para alimentar seus animais. A coroa-de-frade (Melocactus bahiensis Britton & Rose), pertence à Família: Cactaceae; Gênero: Melocactus. Espécie: Melocactus bahiensis. É uma planta de caule globoso, cônico de ampla distribuição no semiárido é muito utilizada pelos agricultores. Porte variando de 5,7 a 26,57 cm de altura e diâmetro de 12,5 a 24,5 cm. Frutos são bagas vermelho-claro com 1,6 a 2,5 cm de comprimento e 0,5 a 0,8 cm de diâmetro com peso de 0,52 a 1,23 g. Esta cactácea contém bastante água e uma porção significativa de proteína que contribui na alimentação dos animais. Sua composição é de matéria seca (12,41%); proteína bruta (7,69%); fibra bruta (27,23%); FDN (51,27%); FDA (38,59%); e DIVMS (78,42%). Os agricultores alimentam também seus porcos e galinhas com a coroa-de-frade.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Mandacaru para os bovinos na caatinga seca


As fotos

Nestas fotografias, podemos observar um agricultor cortando e queimando mandacaru para seu rebanho de bovinos. As fotos foram obtidas na Comunidade de Budim no município de Petrolina, PE.







Os fatos

A seca que vem ocorrendo na região semiárida do Nordeste tem causado danos econômicos graves para as famílias da zona rural, principalmente pela perda das lavouras e pela morte dos animais. Muitos animais, principalmente os bovinos tem morrido de sede e fome. Quando o agricultor tem água não dispõe de alimentos e quando tem alimentos não tem água. É um dos maiores dilemas que a região da caatinga tem passado nesses últimos 30 anos. As chuvas que alcançaram volume de aproximadamente 150 mm até o momento não foram suficiente para formação de água e pastagens para os rebanhos da caatinga. Os governos Estadual, Municipal e Federal tentam amenizar a situação com a oferta de água para o consumo das famílias e a doação ou venda a preço mínimo de milho e outras rações para os animais. Contudo, a cada dia sem chuva a situação se torna mais grave. Em muitas comunidades os agricultores que possuem bovinos tem retirado o mandacaru para alimentar seus rebanhos. Embora o mandacaru seja uma das cactáceas mais utilizadas pelos agricultores na seca, esta planta não apresenta condições de sustentação para grandes animais como os bovinos. Esses animais apresentam uma exigência maior em alimentos para sobrevivência ao contrário dos pequenos rebanhos de caprinos que consome um volume bem menor do que um bovino de 150 a 200 kg de peso vivo. Talvez as dificuldades dessa seca possam alerta os agricultores para o fato de que a caatinga não apresenta condições naturais para alimentação de animais de grande porte e que na hora de escolher seus rebanhos seja dada prioridade aos caprinos. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A floração do mulungu e os pássaros da caatinga


As fotos

Nestas fotografias, podemos observar a beleza da floração do mulungu. As fotografias foram obtidas na caatinga do município de Petrolina, PE.








O fato

A floração do mulungu (Erythrina mulungu) é uma das mais belas da caatinga. Embora essa planta só ocorra nas baixadas e vales da caatinga sua floração no início do verão é um belo espetáculo. Suas flores têm a predominância da cor laranja e vermelha e são muita visitadas por insetos e pássaros da caatinga, principalmente pelo corrupião e pela pega preta. O corrupião ou sofrê é uma das mais belas aves da caatinga e um dos  cantos mais bonito. A pega ou xexéu-de-bananeira é outra ave de rara beleza que se destaca por imitar outros pássaros da caatinga. Tanto a pega quanto o corrupião alimentam-se da flor do mulungu no período de floração. Como a floração do mulungu tem início nos meses de seca, tornam-se uma fonte muito importante de alimentos para muitos pássaros da caatinga.